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Budismo e Hinduísmo

Posted by CJovem CJovem  
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O Hinduísmo é uma tradição religiosa que se originou no subcontinente indiano. Frequentemente é chamado de Sanātana Dharma pelos seus praticantes, frase em sânscrito que significa “lei eterna”. Num sentido abrangente, o Hinduísmo engloba a crença em Brahman (Absoluto); num sentido mais específico, o termo refere-se ao mundo cultural e religioso – ordenado por castas – existente na Índia.

O Hinduísmo data de 4000 a 6000 anos a.C. O Hinduísmo é frequentemente identificado como sendo a "religião mais antiga", a "mais antiga tradição viva" ou a "mais antiga das principais tradições existentes". É formado por diferentes tradições e composto por diversos tipos, e não possui um fundador.

 O Hinduísmo é considerado a terceira maior religião, depois do Cristianismo e do Islamismo, com aproximadamente um bilião de fiéis (distribuídos principalmente pela Índia e Nepal). Presente também no Bangladesh, Sri Lanka, Paquistão, Malásia, Singapura, Ilhas Maurícias, Fiji, Suriname, Guiana, Trinidad e Tobago, Reino Unido, Canadá e EUA.

O vasto corpo de escrituras do Hinduísmo divide-se em shruti "revelado" e smriti "lembrado". Estas escrituras discutem a teologia, filosofia e a mitologia hinduísta, e fornecem informações sobre a prática religiosa. Entre estes textos são os Vedas (1500 a.C.) e os Upanixades (800 a.C.) aqueles que possuem a primazia na autoridade, importância e antiguidade.

Os hindus acreditam num espírito supremo cósmico, que é adorado de muitas formas. O hinduísmo é centrado sobre uma variedade de práticas que são vistos como meios de ajudar o indivíduo a experimentar a divindade que está em todas as partes.

A tradição hinduísta fundamenta-se no culto aos avatares (manifestações corporais da divindade suprema) e por isso mais próximos da realidade cultural e psicológica dos praticantes. Particular destaque é dado à Trimurti - uma tríade constituída por Brahma, Shiva e Vishnu. Contudo tradicionalmente o culto direto aos membros da Trimurti é relativamente raro. Os hindus têm cerca de 330 mil divindades diferentes.

Para os hindus tudo é energia em vibração e a primeira manifestação dessa energia é o som. Os mantras são sons que se repetem permitindo que a consciência humana se expanda.

AUM ou OM é a sílaba sagrada que representa o som divino que antecede o início da criação. Simboliza também a tríade hindu e na meditação corresponde à união entre corpo, mente e alma.

Quatro estádios da vida: os "ashramas" — "brahmacharya" — o estado de solteiro, de estudo e compreensão; "grihastha" — o estado de casado, chefe de família; "vanaprastha" — o estado de desapego das coisas mundanas, de reflexão; "sanyasa" — o estado de renúncia total do mundo.



O Budismo (páli/sânscrito: Buddha Dharma) é uma religião e filosofia não-teísta, abrangendo uma variedade de tradições, crenças e práticas, baseadas nos ensinamentos atribuídos a Siddhartha Gautama, mais conhecido como Buda (páli/sânscrito: “O Desperto” ou "O Iluminado"). Buda viveu e desenvolveu os seus ensinamentos no nordeste do subcontinente indiano, entre os séculos VI e IV a. C.

O Budismo pode ser dividido em dois grandes ramos: Theravada ("Doutrina dos Anciões") e Mahayana ("O Grande Veículo"). A tradição Theravada é o mais antigo ramo do budismo. É bastante difundido nas regiões do Sri Lanka e sudeste da Ásia, já a segunda, Mahayana, é encontrada em toda a Ásia Oriental e inclui, dentro de si, as tradições e escolas Terra Pura, Zen, Budismo de Nitiren, Budismo Tibetano, Tendai e Shingon.

Mesmo o Budismo sendo uma prática muito popular na Ásia, os dois ramos são encontrados em todo o mundo. Várias fontes colocam o número de budistas no mundo entre 230 milhões e 500 milhões, tornando-o a quinta maior religião do mundo.

As escolas budistas variam sobre a natureza exata do caminho da libertação, a importância e canonicidade de vários ensinamentos e, especialmente nas suas práticas. Entretanto, as bases das tradições e práticas são as Três Joias: o Buda (como seu mestre), o Dharma (os ensinamentos) e a Sangha (a comunidade budista). Encontrar refúgio espiritual nas Três Joias ou Três Tesouros é, em geral, o que distingue um budista de um não-budista. Outras práticas podem incluir a renúncia convencional de vida secular para se tornar um monge (sânscrito; pāli: Bhikkhu) ou monja (sânscrito; pāli: Bhikkhuni).

De acordo com as lendas, o Buda nasceu em Lumbini, por volta do ano 536 a. C. e cresceu em Kapilavastu, ambos localizados onde hoje está a região do Nepal. Logo após o nascimento de Siddhartha, um astrólogo visitou o pai do jovem príncipe, Suddhodana, e profetizou que Siddhartha se iria tornar um grande rei e que renunciaria ao mundo material para se tornar um mestre espiritual, se ele, por ventura, visse a vida fora das paredes do palácio.

O rei Suddhodana estava determinado a ver o seu filho tornar-se rei, impedindo assim que ele saísse do palácio. Mas, aos 29 anos, apesar dos esforços de seu pai, Siddhartha aventurou-se além do palácio por diversas vezes. Numa série de encontros (em locais conhecidos pela cultura budista como "quatro pontos"), ele experienciou o sofrimento das pessoas comuns, encontrando um homem velho, um outro doente, um cadáver e, finalmente, um asceta, aparentemente contente e em paz com o mundo. Essas experiências levaram Gautama, eventualmente, a abandonar a vida material e ir em busca de uma vida espiritual.

Siddhartha Gautama fez uma primeira tentativa, experimentando a ascética e quase morreu de fome ao longo do processo. Ele abandonou o ascetismo, concentrando-se na meditação anapanasati, através da qual descobriu o que hoje os budistas chamam de caminho do meio: um caminho que não passa pela luxúria e pelos prazeres sensuais, mas que também não passa pelas práticas de mortificação do corpo.

Quando tinha 35 anos de idade, Siddhartha sentou-se debaixo de uma árvore, hoje conhecida como árvore de Bodhi, localizada no Bodh Gaya, na Índia, e prometeu não sair dali até conseguir atingir a 'iluminação'.

A lenda diz que Siddhartha conheceu a dúvida sobre o sucesso dos seus objetivos ao ser tentado por um demónio chamado Mara, que simboliza o mundo das aparências e muitas vezes é representado por uma cobra naja. Ainda segundo a lenda, Mara teria-lhe oferecido o nirvana, contudo ele percebeu que isso o levaria a distanciar-se do mundo e o impediria de transmitir os seus ensinamentos. Assim, após 49 dias de meditação, ele tornou-se Buda, o iluminado, atraindo um grupo de seguidores, e instituiu uma ordem monástica. A partir daí passou os seus dias ensinando o dharma, viajando por toda a parte nordeste do subcontinente indiano. Sempre enfatizou que não era um deus e que a capacidade de se tornar um buda pertencia ao ser humano. Faleceu aos 80 anos de idade, em 483 a. C., em Kusinagar, na Índia. Os estudiosos contradizem-se em relação às afirmações sobre a história e os factos da vida de Buda.

Samsara é o ciclo das existências nas quais reinam o sofrimento e a frustração engendrados pela ignorância e pelos conflitos emocionais que dela resultam. Compreende os três mundos superiores (deva, semideuses e seres humanos) e os três inferiores (seres dos infernos, preta e animais), julgados não pelo valor, mas em função da intensidade de sofrimento. Os budistas acreditam, na sua maioria, no samsara. Este, por sua vez, é regido pelas leis do karma: a boa conduta produzirá bom karma e a má conduta produzirá mau karma. Assim como os hindus, os budistas interpretam o samsara não-esclarecido como um estado de sofrimento. Só nos libertaremos do samsara se atingirmos o estado total de aceitação, visto que nós sofremos por desejar coisas passageiras, e alcançarmos o nirvana ou libertação/iluminação. De acordo com o budismo praticado no leste asiático e o budismo tibetano, há um estado intermediário (o bardo) entre uma vida e a próxima.
A reencarnação: Para os budistas, o cosmo não é eterno nem é criado. O "samsara" ou o ciclo de renascimentos continua por muitas vidas. A forma como se renasce nas outras vidas depende do "karma" de cada um (das boas ou más ações durante a vida anterior).

As pessoas voltam a nascer em seis reinos diferentes: o dos deuses, o dos deuses rebeldes, o dos fantasmas famintos, o dos infernos, o dos animais e o dos seres humanos (caracterizado pelo nascimento, velhice, doença e morte).

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